Em nossa vida estamos sempre fazendo escolhas, algumas, a princípio, nos parecem muito simples e fáceis de serem feitas, outras mais importantes e complexas.
Entre as escolhas consideradas fáceis podemos citar o que vamos comer, o filme que iremos assistir, a música para ouvir, o livro para ler, o que vestir. Essas são escolhas fáceis? Para muitos não. Às vezes essa escolha não depende só da nossa vontade. O que vamos comer depende do que está sendo servido (nem sempre o cardápio é do nosso agrado); o filme depende da programação da TV, do cinema, da disponibilidade da locadora, ou da web, se alguém tem e pode emprestar o DVD, se o aparelho vai funcionar, etc; o livro depende da biblioteca, da livraria, se está disponível na web, se alguém conhecido tem e pode emprestar; a roupa, essa nem se fala, depende das condições do tempo, do lugar para onde vamos, do nosso humor e do que temos para combinar...
Se as escolhas, ditas “fáceis”, podem tornar-se difíceis, o que dizer das complexas e importantes?
Sejam fáceis ou difíceis, simples ou complexas, as escolhas que fazemos hoje implicam em nosso futuro. O que comemos nos torna fisicamente fracos ou fortes; o que ouvimos, lemos ou assistimos contribuem para a formação de nossa personalidade.
Criança, jovem ou adulto, manhã, tarde, noite ou madrugada, sempre estamos fazendo escolhas, conscientes ou impulsivas, não importa, elas estão sempre presentes.
O adulto de amanhã depende do jovem e da criança de hoje. Muitas escolhas nos proporcionam satisfação e prazer imediato, mas podem nos trazer problemas futuros. É preciso estar atento. Ser adolescente ou jovem não implica em ser alienado. Essa é uma grande fase da vida, para muitos a melhor, e que deve ser aproveitada mantendo um equilíbrio entre alegria e a responsabilidade, o prazer e o comprometimento, a emoção e a razão.
Alguém disse algum dia, em algum lugar, que “viver é fácil, o difícil é conviver”; complemento o pensamento acrescentando que difícil é “fazer escolhas”.